Contratou o seguro automóvel há vários anos. O seguro da casa foi feito quando comprou o imóvel. O seguro de vida surgiu com o crédito habitação. Entretanto, a família cresceu, mudou de emprego, comprou novos bens ou a sua situação financeira alterou-se.
A sua vida mudou. Mas os seus seguros acompanharam essa mudança?
É uma pergunta que poucas pessoas fazem.
Na maioria dos casos, contratamos um seguro para responder a uma necessidade específica e, depois disso, limitamo-nos a renová-lo. Enquanto não acontece nada, é fácil assumir que continua tudo adequado.
O problema pode surgir precisamente quando precisamos de acionar o seguro.
Um seguro adequado há cinco anos pode não ser o mais indicado hoje
Os seguros devem acompanhar a realidade de cada pessoa, família ou empresa.
Imagine alguém que contratou um seguro multirriscos quando comprou uma casa praticamente vazia. Entretanto, equipou-a, comprou mobiliário, computadores, eletrodomésticos e outros bens.
Ou uma pessoa que contratou determinados seguros quando vivia sozinha e que hoje tem uma família a seu cargo.
Também pode acontecer o contrário: continuar a pagar determinadas coberturas relacionadas com uma realidade que já não existe.
Por isso, não basta perguntar “tenho seguro?”.
É igualmente importante perguntar: “o seguro que tenho continua a fazer sentido para mim?”
1. A sua família mudou?
Casamento, divórcio, nascimento de filhos ou outras alterações no agregado familiar podem mudar significativamente as necessidades de proteção.
Um seguro de vida, por exemplo, pode ter sido contratado numa altura em que existiam determinadas responsabilidades financeiras. Alguns anos depois, essas responsabilidades podem ser maiores ou menores.
Vale a pena verificar os capitais contratados, as coberturas e quem está efetivamente protegido.
2. A sua casa e o seu património continuam iguais?
Ao longo dos anos acumulamos bens.
Uma casa que inicialmente tinha apenas o essencial pode hoje ter novos eletrodomésticos, equipamentos eletrónicos, mobiliário ou outros objetos de valor.
Também podem ter sido realizadas obras ou melhorias no imóvel.
É importante perceber se os capitais e as coberturas do seguro multirriscos continuam ajustados ao património que pretende proteger.
Ter um seguro não significa automaticamente que tudo o que possui esteja protegido nas condições que imagina.
3. Mudou a utilização do seu automóvel?
Também a forma como utilizamos um veículo pode mudar.
Pode ter mudado de emprego e passar a percorrer mais ou menos quilómetros, adquirido outro automóvel, alterado quem conduz habitualmente o veículo ou simplesmente manter há vários anos as mesmas condições sem verificar alternativas.
Neste caso, uma revisão permite analisar não apenas o preço, mas também aspetos como as coberturas contratadas, franquias, proteção dos ocupantes, quebra de vidros e outras condições relevantes.
O objetivo não deve ser simplesmente encontrar o seguro mais barato, mas perceber se aquilo que está a pagar corresponde à proteção de que realmente necessita.
4. Mudou de profissão ou começou uma atividade por conta própria?
Uma alteração profissional também pode mudar as necessidades de proteção.
Quem inicia uma atividade independente, cria uma empresa ou passa a exercer uma profissão diferente pode ficar exposto a riscos que anteriormente não existiam.
Dependendo da atividade, pode ser necessário analisar seguros como acidentes de trabalho, responsabilidade civil profissional, proteção de equipamentos ou outras soluções específicas.
O seguro adequado deve acompanhar não apenas a sua vida pessoal, mas também a sua realidade profissional.
5. Os capitais seguros continuam adequados?
Este é um dos pontos que facilmente passa despercebido.
Ao longo do tempo, os valores dos bens, custos de reparação ou reconstrução e necessidades financeiras podem alterar-se.
Manter durante muitos anos determinados capitais sem os rever pode criar uma diferença entre aquilo que pensamos estar protegido e aquilo que efetivamente está contratado.
Por isso, a revisão dos capitais seguros é tão importante como a análise das próprias coberturas.
6. Está a pagar por coberturas que já não precisa?
Uma revisão pode revelar falta de proteção, mas também pode revelar o contrário.
Pode existir uma cobertura que fazia sentido quando contratou o seguro e que hoje perdeu importância. Pode também ter diferentes seguros com proteções semelhantes ou produtos que entretanto deixaram de corresponder às suas prioridades.
Isto não significa que uma cobertura deva ser eliminada apenas para reduzir o preço.
Antes de qualquer alteração, é necessário perceber o que se perde, o que se mantém e qual o impacto real na proteção.
Quando deve rever os seus seguros?
Não é necessário esperar por um sinistro ou por um grande aumento do prémio.
Uma revisão periódica é uma boa oportunidade para confirmar se tudo continua adequado.
E existem momentos em que essa análise ganha ainda mais importância:
- mudança de casa;
- compra ou venda de um automóvel;
- casamento ou divórcio;
- nascimento de um filho;
- mudança de emprego ou profissão;
- início de atividade independente;
- aquisição de novos bens de valor;
- realização de obras significativas;
- contratação ou liquidação de créditos;
- alterações importantes na situação financeira.
São mudanças naturais da vida, mas podem alterar aquilo que precisa de proteger.
Não olhe apenas para o preço
Quando chega a renovação, é tentador comparar apenas o valor a pagar.
Mas uma diferença de alguns euros pode corresponder a diferenças importantes nas coberturas, capitais, franquias ou exclusões.
Por isso, comparar seguros apenas pelo preço pode ser enganador.
Uma boa análise deve responder a três perguntas:
O que preciso de proteger atualmente?
O que os meus seguros realmente cobrem?
Estou a pagar um valor adequado pela proteção que tenho?
É do equilíbrio entre estas três respostas que deve surgir a decisão.
Os seguros devem acompanhar a sua vida
Um seguro não deve ser encarado como algo que se contrata uma vez e se esquece.
A nossa vida muda, o património muda, as responsabilidades mudam e os riscos também.
Por isso, rever periodicamente os seguros permite confirmar que continua devidamente protegido e, ao mesmo tempo, identificar coberturas que já não correspondem às suas necessidades.
Na H. Rêgo Seguros acreditamos que o papel de um mediador não termina quando uma apólice é contratada.
Estamos disponíveis para analisar os seus seguros, esclarecer as coberturas existentes e ajudá-lo a perceber se continuam ajustados à sua realidade atual.
Há quanto tempo não revê os seus seguros?
Fale connosco. Uma análise pode mostrar-lhe se a proteção que contratou no passado continua a ser a proteção de que precisa hoje.





